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Inclusão através da educação foi o tema da conferência do primeiro dia de Colóquio

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Palestras e mesas redondas enfocaram aspectos diversos da Educação no país

A conferência inaugural do II Colóquio em Educação foi proferida pelo professor doutor Mario Sergio Cortella, da PUC de São Paulo. Ex- secretário municipal de Educação da capital paulista entre 1991 e 1992, o conferencista falou sobre o tema “Gestão, Currículo e Inclusão”. A presidência da mesa ficou por conta do professor Joviles Vitorio Trevisol, que saudou o visitante: “Nós temos um desafio que é humanizar o ser humano. Esse é o maior desafio ético da Educação”, disse.

Cortella iniciou sua fala enfatizando a importância da Educação como fator de emancipação do ser humano. “A Educação serve para libertar as pessoas da pobreza, da miséria e da violência”, afirmou.  Segundo o conferencista, 15 milhões de pessoas com mais de 14 anos no país são incapazes de ler uma frase com coerência e, para reverter esse quadro, citou o educador Paulo Freire, com quem trabalhou por 17 anos. “Paulo Freire dizia que é preciso ter esperança. Mas não a esperança do verbo esperar e, sim, do verbo esperançar. Muitos de nós estamos desesperados com o quadro da educação escolar. Mas não é hora de desistir. Ao contrário, é momento de nos juntarmos para dizer que não aceitamos o falecimento da esperança”, afirmou.

Para Cortella, os maiores inimigos que a Educação tem de combater são a exclusão, a miséria e a violência. Mas, para isso, é preciso que os profissionais da área se mantenham confiantes. “Não podemos ficar com a mente apodrecida, pensando que todas essas mazelas fazem parte da vida. Temos que manter nosso trabalho com amor e perseverança. E eventos como esse servem para renovar nossas forças e trazer competência para nossa esperança. Afinal, esperança sem competência nada mais é do que boa intenção”.  O conferencista fez um apelo para que os educadores firmem compromisso com a inclusão. “Temos que incluir todos. Inclusive as vítimas dos processos econômicos, dos desmandos dos políticos, da negligência. Estamos aqui para fazer a biópsia da Educação, e tentar consertá-la”.

O currículo escolar, na opinião de Cortella, tem que contemplar as diferenças, mas sem reforçar as desigualdades. “Negros e brancos, pobres e ricos. Todos são diferentes, mas não podem ser tratados como desiguais. Infelizmente, ainda existem pessoas que fazem distinção entre gente e gente como a gente”. A conferência, que durou cerca de uma hora e meia, foi encerrada com todo o Centro de Eventos da Unoesc, Campus de Joaçaba, aplaudindo Cortela de pé.

Palestras

O evento continuou na parte da tarde com palestras e mesas redondas. No Centro de Eventos, a professora Iara Caeirão, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, falou sobre “Representações corporais no processo do ension e da aprendizagem: uma leitura necessária”. Ana Lúcia Goulart, da Unicamp, discorreu, no Auditório Afonso Dresch sobre “Educação da Criança: temas transversais e a miopia da diversidade”. Já no Auditório Jurídico, o professor da Feevale Gabriel Grabowski apresentou o tema “Desafios do ensino médio e técnico: da política ao currículo”.

Na parte da noite, o Centro de Eventos recebeu o professor Leo Pessini, da Universidade São Camilo (SP), que falou sobre “Relações interpessoais: mundo, trabalho, academia, diversidade e bioética”. Em seguida, Maria Helena Weber, da UFRGS discorreu sobre  “A mídia nacional entre interesses públicos e privados”.

 

 

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